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Friday, June 21, 2019

FR -- Manlio Dinucci -- L'Art de la Guerre -- QUI SONT LES INCENDIAIRES DE PÉTROLIERS?

L'Art de la Guerre
Qui sont les incendiaires de pétroliers?
Manlio Dinucci




Tandis que les États-Unis préparent une nouvelle escalade au Moyen-Orient, en accusant l’Iran d’attaquer les pétroliers dans le golfe d’Oman, le vice-premier ministre italien Matteo Salvini rencontre à Washington le secrétaire d’État Mike Pompeo, un des artisans de cette stratégie, en l’assurant que « l’Italie veut redevenir dans le continent européen le premier partenaire de la plus grande démocratie occidentale ». Ainsi accroche-t-il l’Italie à l’opération lancée par Washington.

L’« incident du golfe d’Oman », casus belli contre l’Iran, calque « l’incident du golfe du Tonkin » du 4 août 1964, utilisé comme casus belli pour bombarder le Nord Vietnam, accusé d’avoir attaqué un torpilleur US (accusation qui s’est ensuite révélée fausse).

Aujourd’hui une vidéo diffusée par Washington montre l’équipage d’une présumée vedette iranienne qui, en plein jour, décroche du flanc d’un pétrolier une mine non explosée pour effacer sa provenance (car la mine aurait porté l’inscription « made in Iran »).

Avec ces « preuves », qui constituent une véritable insulte à l’intelligence, Washington cherche à camoufler le but de l’opération. Celle-ci relève de la stratégie pour le contrôle des réserves mondiales de pétrole et de gaz naturel et de leurs couloirs énergétiques [1]. Ce n’est pas un hasard si dans le viseur des États-Unis se trouvent l’Iran et l’Irak, dont les réserves pétrolifères totales dépassent celles de l’Arabie Saoudite et sont cinq fois supérieures à celles des USA. Les réserves iraniennes de gaz naturel sont environ 2,5 fois celles des USA. Pour la même raison se trouve dans le viseur états-unien le Venezuela, pays qui a les plus grandes réserves pétrolifères du monde.

Le contrôle des couloirs énergétiques est de première importance. En accusant l’Iran de vouloir « interrompre le flux de pétrole à travers le détroit d’Ormuz », Mike Pompeo annonce que « les États-Unis défendront la liberté de navigation ». Autrement dit, il annonce que les États-Unis veulent contrôler militairement cette zone clé pour l’approvisionnement énergétique y compris de l’Europe, en empêchant avant tout le transit du pétrole iranien (à qui l’Italie et d’autres pays européens ne peuvent pas de toutes façons accéder librement à cause de l’interdit états-unien).

Ø  D’Iran aurait pu aussi arriver en Europe du gaz naturel à bas prix par un gazoduc traversant l’Irak et la Syrie ; mais le projet, lancé en 2011, a sauté à la suite de l’opération USA/OTAN pour démolir l’État syrien.

Ø  De Russie aurait pu arriver directement en Italie, et de là être distribué dans d’autres pays européens avec de notables avantages économiques, du gaz naturel, au moyen du South Stream à travers la Mer Noire ; mais le gazoduc, déjà en phase avancée, a été bloqué en 2014 sous la pression des États-Unis et de l’Union européenne même, avec de gros dommages pour l’Italie.

C’est par contre le redoublement du Nord Stream qui s’est poursuivi, faisant de l’Allemagne le centre de triage du gaz russe. Puis, sur la base de l’accord de « coopération stratégique USA-UE dans le domaine énergétique » stipulé en juillet 2018, les exportations états-uniennes de gaz naturel liquéfié (Lng) dans l’UE ont triplé. Le centre de triage est la Pologne, d’où le « gaz de la liberté » arrivera aussi en Ukraine.

L’objectif de Washington est stratégique : frapper la Russie en remplaçant en Europe le gaz russe par celui des USA. Mais on n’a aucune garantie, ni sur les prix, ni sur la durée des fournitures US de gaz, extrait des schistes bitumineux par la technique du fracking(fracturation hydraulique), désastreuse pour l’environnement.

Que dit de tout cela Matteo Salvini qui, arrivé dans la « plus grande démocratie du monde occidental », a fièrement déclaré : « Je fais partie d’un gouvernement qui en Europe ne se contente plus des miettes » ?

[1] « Géopolitique du pétrole à l’ère Trump », par Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 9 avril 2019.



Édition de mardi 18 juin 2018 de il manifesto

Traduit de l’italien par Marie-Ange Patrizio



PT -- Manlio Dinucci -- A Arte da Guerra -- QUEM SÃO OS INCENDIÁRIOS DOS PETROLEIROS?

A arte da guerra
Quem são os incendiários dos petroleiros
Manlio Dinucci

Enquanto os Estados Unidos preparam uma nova escalada no Médio Oriente, acusando o Irão de atacar petroleiros no Golfo de Omã, o Vice-Primeiro Ministro,  Matteo Salvini, encontra, em Washington, o Secretário de Estado, Mike Pompeo, um dos arquitectos dessa estratégia, assegurando-lhe que a “A Itália quer voltar a ser, no continente europeu, o primeiro parceiro da maior democracia ocidental”. Liga, assim, a Itália à operação lançada por Washington.

O “incidente do Golfo de Omã”, casus belli contra o Irão, reproduz o “incidente do Golfo de Tonkin” de 4 de Agosto de 1964, usado como casus belli para bombardear o Vietnam do Norte, acusado de atacar um contra-torpedeiro dos EUA, (acusação que depois acabou, demonstrada como falsa).

Hoje, um vídeo divulgado em Washington mostra a tripulação de um pretenso barco-patrulha iraniano que, em plena luz do dia, remove do lado de um petroleiro, uma mina não explodida para esconder a sua origem (já que a mina tinha a inscrição “made in Iran”). Com essas “provas”, que constituem um verdadeiro insulto à inteligência, Washington tenta camuflar o objectivo da operação.

Faz parte da estratégia do controlo das reservas globais de petróleo e gás natural e dos corredores de energia relacionados[1]. Não é por acaso que os Estados Unidos têm como alvo o Irão e o Iraque, cujas reservas totais de petróleo excedem as da Arábia Saudita e são cinco vezes maiores do que as dos EUA. As reservas de gás natural iranianas são cerca de 2,5 vezes superiores às dos Estados Unidos. Pela mesma razão, a Venezuela  está na mira USA - o país com as maiores reservas de petróleo do mundo. O controlo dos corredores energéticos é da maior importância.

Acusando o Irão de querer “interromper o fluxo de petróleo através do Estreito de Hormuz”, Mike Pompeo anuncia que “os Estados Unidos defenderão a liberdade da navegação”. Por outras palavras, anuncia que os Estados Unidos querem controlar militarmente esta zona fundamental para o aprivisionamento de energia da Europa, acima de tudo, impedindo o trânsito do petróleo iraniano (ao qual a Itália e outros países europeus não podem, entretanto, aceder livremente, devido à proibição dos EUA).



Ø  Do Irão, também teria podido chegar à Europa o gás natural a baixo preço por intermédio de um gasoducto através do Iraque e da Síria, mas o projecto, lançado em 2011, fracassou após a operação USA/NATO para destruir o Estado sírio.

Ø Da Rússia, poderia ter chegado directamente à Itália, e daqui poderia ser distribuído por outros países europeus com vantagens económicas consideráveis, gás natural por meio do South Stream através do Mar Negro, mas o gasoducto, já em estágio avançado, foi bloqueado em 2014, sob pressão dos Estados Unidos e da própria União Europeia, com grandes prejuízos para a Itália. Em vez disso, foi avante a duplicação do Nord Stream, que faz da Alemanha o centro de distribuição do gás russo.


Posteriormente, com base no acordo de “Cooperação estratégica USA-UE”, assinado em Julho de 2018, triplicaram as exportações de gás natural liquefeito (GNL), dos EUA para a UE. O centro de distribuição é a Polónia, onde o “gás da liberdade” também chegará à Ucrânia. O objectivo de Washington é estratégico: atingir a Rússia, substituindo na Europa, o gás russo pelo gás dos EUA. No entanto, não há garantia nem sobre os preços, nem sobre a duração do fornecimento de gás dos EUA, extraído do xisto betuminoso por meio duma técnica ambientalmente desastrosa de fracking.


O que diz de tudo isto Matteo Salvini que, ao chegar à “maior democracia ocidental”, declarou orgulhosamente:  “Faço parte de um governo que, na Europa,  não se contenta mais com migalhas”?


[1] “Geopolítica do petróleo na era Trump”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 9 de Abril de 2019.

il manifesto, 18 de Junho de 2019



Kiselev: Trabalho grosseiro! Ninguém, na Europa ou no mundo, jamais vai acreditar numa narrativa de bandeira falsa dos EUA!

Na quinta-feira, dois petroleiros, noruegueses e japoneses, sofreram uma explosão no Golfo de Omã, na via marítima entre o Irão e Oman. Os americanos acusaram imediatamente o Irão de um ataque de torpedo. É claro que a situação foi discutida em pormenor, em Bishkek, à margem da Cimeira da SCO, durante a reunião bilateral dos Presidentes russo e iraniano, Putin e Rouhani.
Os americanos acusaram imediatamente o Irão de um ataque de torpedo. As explosões foram precisas: Nenhum dos petroleiros se afundou.
O Irão afirmou, imediatamente, que foi uma provocação e negou todas as acusações. Os americanos aumentaram o grau de horror. Na sexta-feira, o próprio Trump acusou o Irão. Um vídeo pouco claro foi apresentado como prova. Mostra pessoas não identificadas num barco não identificado na escuridão a fazer algo, num tabuleiro alto de um navio não identificado.
Também se desconhece quando foi filmado: pode ter acontecido há dez anos! E não está claro quem estava a filmar e com que tipo de dispositivo. Pode ser encenado.
Enquanto isso, o Comando Central dos EUA declarou que era uma filmagem feita por soldados iranianos, removendo uma mina não explodida da placa do petroleiro atacado para encobrir o seu rasto. Não está claro por que é que os soldados iranianos levariam a mina embora. Qualquer um poderia colocar lá. Os iranianos devem tirar as minas de todos os petroleiros?
Enfim, o que prova que são os iranianos na filmagem? É um absurdo, mas até agora, tem sido o argumento mais forte dos EUA contra o Irão.
Naturalmente, a situação foi discutida em detalhes em Bishkek, à margem da Cimeira da SCO.
No dia anterior a esta reunião, o MFA da Rússia representado pelo Vice-Ministro Ryabkov: “Gostaria de aproveitar esta oportunidade para alertar a todos contra um julgamento precipitado e tentar imputar a responsabilidade àqueles que não gostam, melhor dizendo, a um número de Estados todos nós conhecemos bem.”
Qualquer um poderia tê-la colocado lá. Os iranianos devem tirar as minas de todos os petroleiros? Enfim, o que prova que são os iranianos na filmagem? É um absurdo, mas até agora, tem sido o argumento mais forte da América contra o Irão.
É claro que a situação foi discutida em detalhes, em Bishkek, à margem da Cimeira da SCO durante a reunião bilateral dos Presidentes russo e iraniano, Putin e Rouhani.
No dia anterior a essa reunião, o MFA da Rússia, representado pelo vice-ministro Ryabkov, advertiu a todos contra um julgamento precipitado que só poderia derramar óleo sobre as chamas.
"Gostaria de aproveitar esta oportunidade para alertar a todos contra um julgamento precipitado e tentar colocar a responsabilidade sobre aqueles que não gostam, melhor dizendo, por um número de Estados que conhecemos bem."
No entanto, o Reino Unido estava pronto para “emparelhar” com os EUA. Eles disseram que, de facto, era o Irão.
A Alemanha, ao contrário, sutilmente duvida da prova dos Estados Unidos. Heiko Maas, MFA da Alemanha: “O vídeo não é suficiente. É claro que podemos perceber o que está nele, mas não acho que seja suficiente para tirar conclusões definitivas.”A França exprimiu aproximadamente a mesma opinião, assim como a Alta Representante da União para Assuntos Estrangeiros, Federica Mogherini.
Ficou claro que, se os EUA atacarem o Irão, a Europa considerará um acto de agressão. A Europa, assim como os aliados continentais dos EUA da NATO, obviamente não querem nada disso. No entanto, esta stuação gera preocupação. É óbvio que a sabotagem no Golfo de Omã apresenta um caso clássico de provocação para instigar a guerra.
Há pouco tempo, discutimos o facto de Trump ter enviado uma armada de sete navios de guerra, comandados pelo porta-aviões Abraham Lincoln para a região.
Recentemente, outro contratorpedeiro, Mason, carregando Tomahawks, também partiu para lá.
Por esta razão, a região está literalmente recheada de Tomahawks americanos. Os americanos têm o dedo no gatilho. Eles só não tinham uma desculpa para começar a guerra. Agora, eles têm uma desculpa inventada. É uma situação perigosa.

Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luísavasconcellos2012@gmail.com

IT -- Manlio Dinucci -- L'arte della guerra -- CHI SONO GLI INCENDIARI DI PETROLIERE

L’arte della guerra
Chi sono gli incendiari di petroliere

Mentre gli Stati uniti preparano una nuova escalation in Medio Oriente, accusando l’Iran di attaccare le petroliere nel Golfo di Oman, il vice-premier Matteo Salvini incontra a Washington il segretario di Stato Mike Pompeo, uno degli artefici di tale strategia, assicurandogli che «l'Italia vuole tornare a essere nel continente europeo il primo partner della più grande democrazia occidentale». Aggancia così l’Italia all’operazione lanciata da Washington.

L’«incidente del Golfo di Oman», casus belli contro l’Iran, ricalca «l’incidente del Golfo del Tonchino» del 4 agosto 1964, usato come casus belli per bombardare il Nord Vietnam, accusato di aver attaccato un cacciatorpediniere Usa (accusa risultata poi falsa).

Oggi, un video diffuso da Washington mostra l’equipaggio di una presunta motovedetta iraniana che, in pieno giorno, rimuove dalla fiancata di una petroliera una mina inesplosa per cancellare la sua provenienza (dato che la mina avrà avuto la scritta «made in Iran»). Con queste «prove», che costituiscono un vero e proprio insulto all’intelligenza, Washington cerca di camuffare lo scopo dell’operazione.

Essa rientra nella strategia per il controllo delle riserve mondiali di petrolio e gas naturale e dei relativi corridoi energetici. Non a caso nel mirino degli Stati uniti vi sono l’Iran e l’Iraq, le cui riserve petrolifere complessive superano quelle dell’Arabia Saudita e sono cinque volte superiori a quelle Usa. Le riserve iraniane di gas naturale sono circa 2,5 volte quelle statunitensi. Per la stessa ragione è nel mirino Usa il Venezuela, il paese con le maggiori riserve petrolifere del mondo.  Di primaria importanza è il controllo dei corridoi energetici.

Accusando l’Iran di voler «interrompere il flusso di petrolio attraverso lo Stretto di Hormuz», Mike Pompeo annuncia che «gli Stati uniti difenderanno la libertà di navigazione». In altre parole, annuncia che gli Stati uniti vogliono controllare militarmente questa zona chiave per l’approvvigionamento energetico anche dell’Europa, impedendo anzitutto il transito del petrolio iraniano(a cui l’Italia e altri paesi europei non possono comunque accedere liberamente a causa del divieto Usa).

Ø  Dall’Iran avrebbe potuto arrivare in Europa anche gas naturale a basso prezzo per mezzo di un gasdotto attraverso Iraq e Siria, ma il progetto, varato nel 2011, è saltato in seguito all’operazione Usa/Nato per demolire lo Stato siriano.


Ø  Dalla Russia avrebbe potuto arrivare direttamente in Italia, e da qui essere smistato in altri paesi europei con notevoli vantaggi economici, gas naturale per mezzo del South Stream attraverso il Mar Nero, ma il gasdotto, già in fase avanzata, è stato bloccato nel 2014 sotto pressione degli Stati uniti e della stessa Unione europea con grossi danni per l’Italia. E’ invece andato avanti il raddoppio del Nord Stream, che fa della Germania il centro di smistamento del gas russo.

Successivamente, in base all’accordo di «cooperazione strategica Usa-Ue in campo energetico» stipulato nel luglio 2018, le esportazioni Usa di gas naturale liquefatto (Lng) nella Ue sono triplicate. 

Centro di smistamento è la Polonia, da dove il «gas della libertà» arriverà anche in Ucraina. L’obiettivo di Washington è strategico: colpire la Russia sostituendo in Europa al gas russo quello statunitense. Non c’è però alcuna garanzia né sui prezzi, né sulla durata delle forniture Usa di gas, estratto dagli scisti bituminosi con la tecnica del fracking ambientalmente disastrosa.

Che cosa dice di tutto questo Matteo Salvini che, arrivato nella «più grande democrazia occidentale», ha orgogliosamente dichiarato «faccio parte di un governo che in Europa non si accontenta più delle briciole»?



il manifesto, 18 giugno 2019



Kiselev: Sloppy Job! No One in Europe or the World Buys US False Flag Narrative Anymore!

On Thursday, two oil tankers, Norwegian and Japanese, suffered from a blast in the Gulf of Oman on the waterway just between Iran and Oman. The Americans immediately accused Iran of a torpedo attack. Of course, the situation was discussed in detail in Bishkek on the sidelines of the SCO summit during the bilateral meeting of Russian and Iranian presidents, Putin and Rouhani.
The blasts happened to be precise: neither of the tankers drowned.
Iran immediately claimed it was a provocation and denied all the accusations.
The Americans increased the degree of horror: on Friday, Trump himself accused Iran.An unclear video was presented as proof.
It features unidentified people in an unidentified boat in the darkness doing something at a tall board of an unidentified vessel.
 It is also unknown when it was filmed: it may as well have happened ten years ago! And it's unclear who was shooting with what kind of device. It might be staged.
Meanwhile, the U.S. Central Command stated that it was the footage of Iranian soldiers, removing an unexploded mine off the board of the victim tanker to cover their tracks.
It's not clear why Iranian soldiers would take the mine away.Anyone could put it there. Should Iranians take away everyone's mines from every tanker?
Anyway, what proves that it is Iranians in the footage? It is nonsense, but so far, it has been America's strongest argument against Iran.
Of course, the situation was discussed in detail in Bishkek on the side lines of the SCO summit.
The day before this meeting, Russia's MFA represented by Deputy Minister Ryabkov: “I would like to use this opportunity to warn everyone against making a snap judgement  and attempting to place responsibility on those disliked, so to say, by a number of states we all know well.”
Anyone could put it there. Should Iranians take away everyone’s mines from every tanker? Anyway, what proves that it is Iranians in the footage? It is nonsense, but so far, it has been America’s strongest argument against Iran.
Of course, the situation was discussed in detail in Bishkek on the side lines of the SCO summit during the bilateral meeting of Russian and Iranian presidents, Putin and Rouhani.
The day before this meeting, Russia’s MFA represented by Deputy Minister Ryabkov warned everyone against a snap judgement that can only pour oil on the flames.
“I would like to use this opportunity to warn everyone against making a snap judgement and attempting to place responsibility on those disliked, so to say, by a number of states we know well.”
However, the UK was ready to “oink along” the USA.They said it was Iran indeed.
Germany, on the contrary, subtly doubt the proof by the United States. Heiko Maas, German MFA: “The video is not enough. Of course, we can make out what is in it but I do not find it enough do draw definite conclusions.” France voiced approximately the same opinion, so did High Representative of the Union for Foreign Affairs Mogherini.
It has become clear that, if the U.S. attacks Iran, Europe will consider it an act of aggression. Europe, as well as the USA’s continental allies in NATO, clearly do not want any of this. However, it aroses concern. It is obvious the sabotage in the Gulf of Oman presents a classic case of a provocation to instigate war.
Recently, we discussed Trump sending an armada of seven warships led by the aircraft carrier Abraham Lincoln to the region.
Recently, another destroyer, Mason, carrying Tomahawks,has set off there as well.
So, the region is literally stuffed with American Tomahawks. Americans have their finger on the trigger. They only lacked an excuse for starting the war. Now, they have an excuse made up. It is a dangerous situation.