Monday, December 4, 2017

PT -- Manlio Dinucci -- A Arte da Guerra Grandes obras do Pentágono à nossa custa


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A Arte da Guerra

Grandes obras do Pentágono à nossa custa

Manlio Dinucci

Há grandes obras em curso, no nosso território, de norte a sul. Não são as do Ministério das Infraestruturas e Transportes, das quais todos discutem, mas as do Pentágono que ninguém aborda. No entanto, elas são pagas, em grande parte, com o nosso dinheiro e envolvem riscos crescentes para nós, italianos.

No aeroporto militar de Ghedi (Brescia)  , começa o projecto de mais de 60 milhões de euros, a cargo da Itália, para a construção de infraestrutura para alojar 30 aviões americanos F-35, comprados pela Itália e 60 bombas nucleares americanas B61 -12.

Na base de Aviano (Pordenone), onde estão estacionados cerca de 5.000 soldados dos EUA, com caça-bombardeiros F-16 armados com bombas nucleares (sete deles estão actualmente em Israel, para o exercício da Blue Flag 2017), foram realizados outros trabalhos dispendiosos  a cargo da Itália e da NATO.

Em Vicenza, as despesas imputadas à Itália, regulam em 8 milhões de euros, pela "remodelação" dos quarteis de Ederle   e Del Din, que acomodam a sede do Exército dos EUA, na Itália, e a 173ª Brigada Aéreotransportada (destinada à Europa Oriental, Afeganistão e África) e para ampliar a “Aldeia da Paz”, onde os soldados americanos residem com as famílias.

Na base americana de Camp Darby (Pisa/Livorno)  começa, em Dezembro, a construção de uma infraestrutura ferroviária, que custa 45 milhões de dólares a cargo dos EUA, mais outras despesas cobradas à Itália, para melhorar a ligação da base com o porto de Livorno e com o aeroporto de Pisa, uma obra que envolve o abate de 1000 árvores do parque natural.

Camp Darby é um dos cinco lugares que o exército dos EUA tem no mundo para o “armazenamento pré-posicionado” de armamentos (contendo milhões de mísseis e balas, milhares de tanques e veículos blindados): daqui são enviados para as forças dos EUA na Europa, Médio Oriente e África, com grandes navios e aviões de carga militarizados.

Em Lago Patria (Nápoles), o novo quartel general da NATO, que custou cerca de 200 milhões de euros, dos quais cerca de um quarto a cargo da Itália, implica custos adicionais para este país, como 10 milhões de euros para o novo sistema rodoviário à volta desse mesmo quartel general da NATO. Na base de Amendola (Foggia),  foram realizadas obras - cujo custo não foi quantificado - a fim de tornar as pistas adequadas para os F-35 e para os drones Predator dos EUA, adquiridos pela Itália.

Na Estação Aérea e Naval de Sigonella, na Sicília, foram efectuadas obras de mais de 100 milhões de dólares para os Estados Unidos, para a NATO e também para a Itália. Além de fornecer apoio logístico à Sexta Frota, a base serve para operações no Médio Oriente, África e Europa Oriental, com aviões e drones de todos os tipos e forças especiais. A estas funções adiciona-se agora, a de base avançada do “escudo anti-míssil” dos EUA, para fins não defensivos, mas ofensivos, especialmente contra a Rússia: ao puderem interceptar mísseis, os EUA poderiam lançar o primeiro ataque nuclear. neutralizando a represália.

Em Sigonella está para ser instalada a JTAGS, estação de recepção e transmissão do “escudo” via satélite, e não é por mero acaso. O lançamento do quinto satélite vai tornar totalmente operacional o MUOS, o sistema de satélites dos EUA -  do qual uma das quatro estações terrestres encontra-se não longe dali, em Niscemi.

O General James Dickinson, Chefe do Comando Estratégico dos EUA, numa audiência no Congresso, em 7 de Junho de 2017, disse: “Este ano obtivemos o apoio do governo italiano para redefinir, na Europa, a JTAGS na Estação Aérea Naval de Sigonella”. 

Será que o Parlamento italiano estava ciente de uma decisão de tal significado estratégico, que coloca o nosso país na primeira linha de um confronto nuclear, cada vez mais perigoso? 

Será que, pelo menos, este assunto foi debatido nas comissões da Defesa?

Il manifesto, 5 de Dezembro de 2017



Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos



IT --Manlio Dinucci -- L’arte della guerra: Grandi opere del Pentagono a spese nostre

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L’arte della guerra

Grandi opere del Pentagono a spese nostre 

Manlio Dinucci

Grandi opere sul nostro territorio, da nord a sud. Non sono quelle del Ministero delle infrastrutture e dei trasporti, di cui tutti discutono, ma quelle del Pentagono di cui nessuno discute. Eppure sono in gran parte pagate con i nostri soldi e comportano, per noi italiani, crescenti rischi.

All’aeroporto militare di Ghedi (Brescia) parte il progetto da oltre 60 milioni di euro, a carico dell’Italia, per la costruzione di infrastrutture per 30 caccia Usa F-35, acquistati dall’Italia, e per 60 bombe nucleari Usa B61-12.

Alla base di Aviano (Pordenone), dove sono di stanza circa 5000 militari Usa con caccia F-16 armati di bombe nucleari (sette dei quali sono attualmente in Israele per l’esercitazione Blue Flag 2017), sono stati effettuati altri costosi lavori a carico dell’Italia e della Nato.

A Vicenza vengono spesi 8 milioni di euro, a carico dell’Italia, per la «riqualificazione» delle caserme Ederle e Del Din, che ospitano il quartier generale dell’Esercito Usa in Italia e la 173a Brigata aviotrasportata (impegnata in Europa orientale, Afghanistan e Africa), e per ampliare il «Villaggio della Pace» dove risiedono militari Usa con le famiglie.

Alla base Usa di Camp Darby (Pisa/Livorno) inizia in dicembre la costruzione di una infrastruttura ferroviaria, del costo di 45 milioni di dollari a carico degli Usa più altre spese a carico dell’Italia, per potenziare il collegamento della base con il porto di Livorno e l’aeroporto di Pisa, opera che comporta l’abbattimento di 1000 alberi nel parco naturale.

Camp Darby è uno dei cinque siti che l’Esercito Usa ha nel mondo per lo «stoccaggio preposizionato» di armamenti (contenente milioni di missili e proiettili, migliaia di carrarmati e veicoli corazzati): da qui vengono inviati alle forze Usa in Europa, Medioriente e Africa, con grandi navi militarizzate e aerei cargo.

A Lago Patria (Napoli) il nuovo quartier generale della Nato, costato circa 200 milioni di euro di cui circa un quarto a carico dell’Italia, comporta ulteriori costi a carico dell’Italia, tipo quello di 10 milioni di euro per la nuova viabilità attorno al quartier generale Nato. Alla base di Amendola (Foggia) sono stati effettuati lavori, dal costo inquantificato, per rendere le piste idonee agli F-35 e ai droni Predator statunitensi, acquistati dall’Italia.

Alla Naval Air Station Sigonella, in Sicilia, sono stati effettuati lavori per oltre 100 milioni di dollari a carico di Stati uniti e Nato, quindi anche dell’Italia. Oltre a fornire appoggio logistico alla Sesta Flotta, la base serve a operazioni in Medioriente, Africa ed Europa orientale, con aerei e droni di tutti i tipi e forze speciali. A tali funzioni si aggiunge ora quella di base avanzata dello «scudo anti-missili» Usa, a scopo non difensivo ma offensivo soprattutto nei confronti della Russia: se fossero in grado di intercettare i missili, gli Usa potrebbero lanciare il first strike nucleare neutralizzando la rappresaglia.

A Sigonella sta per essere installata la Jtags, stazione di ricezione e trasmissione satellitare dello «scudo», non a caso mentre, con il lancio del quinto satellite, sta per divenire pienamente operativo il Muos, il sistema satellitare Usa che ha nella vicina Niscemi una delle quatto stazioni terrestri.

Il generale James Dickinson, capo del Comando strategico Usa, in una audizione al Congresso il 7 giugno 2017 ha dichiarato: «Quest’anno abbiamo ottenuto l’appoggio del Governo italiano a ridislocare, in Europa, la JTAGS alla Naval Air Station Sigonella». Era al corrente il Parlamento italiano di una decisione di tale portata strategica, che porta il nostro paese in prima linea nel sempre più pericoloso confronto nucleare? Se ne è almeno parlato nelle commissioni Difesa?

Il manifesto, 5 Dicembre 2017 

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PT -- Manlio Dinucci -- Gentiloni "O Africano", à conquista das ‘neocolónias’

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Gentiloni "O Africano", à conquista das ‘neocolónias’
Manlio Dinucci

“Que o futuro da Europa também se joga em África, creio que está muito claro, especialmente para nós, os italianos, por razões históricas e geográficas”: declarou o  Presidente do Conselho, Paolo Gentiloni, na sua viagem em terras africanas, de 24 a 29 de Novembro, no seu percurso através da Tunísia, Angola, Gana e Costa do Marfim. Desta forma, sem querer, ele disse a verdade: hoje, a Itália e a Europa consideram a África muito importante pelas mesmas “razões históricas e geográficas” do passado, ou seja, quando estava sob seu domínio colonial. A África é rica em matérias-primas: ouro, diamantes, urânio, coltan, cobre, petróleo, gás natural, manganês, fosfatos, madeira preciosa, cacau, café, algodão e muitos outros. Esses recursos preciosos, explorados pelo antigo colonialismo europeu com métodos de escravidão, são agora explorados pelo neocolonialismo europeu, fomentando grupos e governantes corruptos do poder africano, mão-de-obra local barata e controlo dos mercados internos e internacionais.
Isto é confirmado pelas viagens de negócios do Primeiro Ministro Gentiloni, em trajes de caixeiro viajante da ENI , uma multinacional petrolífera que opera na Argélia, Líbia, Tunísia, Egipto, Quénia, Libéria, Costa do Marfim, Nigéria, Gana e  República do Congo, Angola, Moçambique, África do Sul. A Tunísia, a primeira etapa na viagem de Gentiloni, é uma importante base da ENI, não só pelo campo petrolífero de El Borma, mas também como rota de trânsito do gasoduto Transmed que traz gás argelino para a Itália. Em Angola, Gentiloni presenciou, juntamente com o Presidente Lourenço, à assinatura de um contrato lucrativo concedendo à ENI 48% dos direitos do grande campo petrolífero de Cabinda Norte. No Gana, visitou a grande plataforma flutuante de produção e armazenamento da ENI, para a exploração de jazidas offshore de mais de 40 biliões de metros cúbicos de gás e 500 milhões de barris de petróleo.
Na Costa do Marfim - onde a ENI adquiriu 30% de uma grande área offshore rica em petróleo, por meio da sua subsidiária ENI Côte d'Ivoire Limited, com sede em Londres -  Gentiloni participou na quinta Cimeira da União Europeia - União Africana, juntamente com a Alta Representante da União Europeia, Federica Mogherini,  o Presidente francês, Macron, e a Chanceler alemã Merkel. No centro do vértice, novos investimentos europeus em África com o nobre propósito de “dar novas esperanças aos jovens africanos”. No entanto, esses investimentos, são geralmente destinados a formar a elite africana útil para os interesses neocoloniais.
Mesmo nos países com maior renda proveniente das exportações de matérias-primas, a maioria dos habitantes vive na pobreza. De acordo com dados da ONU, mais de dois terços da população da África subsahariana estão nesta condição e mais de 40% vivem em extrema pobreza. Emblemático, é o exemplo da Costa do Marfim e do Gana, visitados por Gentiloni: não só tem grandes recursos energéticos, mas são os dois primeiros produtores mundiais de cacau (com quase 60% da produção total). A maior parte é cultivado por pequenos agricultores, que vivem na pobreza porque são obrigados a vender os grãos de cacau a preços muito baixos, dos quais as multinacionais de chocolate obtêm lucros elevados. Assim, como disse Renzi, “ajudamos os africanos na sua casa (no seu país)”.
No quinquénio de 2010-2015, os maiores investimentos em África foram feitos pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China, África do Sul e Itália. Mas, em 2016, a China assumiu a liderança, seguida pelos Emirados Árabes Unidos e Itália, que, declarou com orgulho, Gentiloni, no ano passado foi o maior investidor europeu em África com cerca de 12 biliões. Os Estados Unidos e a União Europeia vêem o seu papel dominante nas economias africanas ameaçadas pela China, cujas sociedades oferecem aos países africanos condições muito mais favoráveis e constroem as infraestruturas que precisam: até agora cerca de 2300 km de linhas ferroviárias e 3300 km de estradas. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos e a União Europeia vêem os seus interesses ameaçados por movimentos armados, como os  dos “Avengers do Delta do Níger”, a atacar as instalações da Shell americana e de outras companhias de petróleo, incluindo a ENI, responsável pelo desastre ambiental e social no delta do Níger.
Como perdem terreno economicamente, os Estados Unidos e as principais potências europeias lançam no prato da balança o peso da sua força militar. O Comando África, dos Estados Unidos, com a motivação oficial da luta contra o terrorismo, está a ampliar e a fortalecer a sua rede militar no continente, com operações de forças especiais, uso de drones armados, treino e armamento de forças especiais africanas. A França, que durante os últimos cinquenta anos realizou, no continente africano, mais de cinquenta intervenções militares oficiais e muitas outras secretas, está a intensificar as suas operações na África Ocidental, Central e Oriental, onde mantém cerca de 7 mil soldados e várias bases militares, especialmente no Mali, Senegal , Gabão e Costa do Marfim. A Itália - que tem presença militar na Líbia, Mali, Somália e Djibouti - solicita à NATO para intervir em África. “A NATO – salienta o Primeiro Ministro Gentiloni - deve olhar para o Sul. Se a maior aliança militar da História não o faz,  arrisca-se, hoje, a não estar à altura dos desafios contemporâneos”. A NATO está a preparar-se para olhar para o Sul, como em 2011, quando demoliu o Estado da Líbia com a guerra.

Il manifesto, 3 de Dezembro de 2017  


Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos




ESPAGNOL

EN - Manlio Dinucci -- Gentiloni “The African” Now Conquering Neo-colonies

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Gentiloni “The African” Now Conquering Neo-colonies 
Manlio Dinucci

“I think it is very clear particularly to us Italians, that for historical and geographical reasons, Europe’s future is at stake in Africa”. So declared Paolo Gentiloni, President of the Council while on his African tour, from 24th to 29th November, travelling through Tunisia, Angola, Ghana and the Ivory Coast.  By making this statement, he unintentionally disclosed the truth to us: today Italy and Europe consider Africa to be crucial for the same “historical and geographical reasons” that arose in the past, that is, when Africa was under their colonial control. Africa has vast pools of wealth, which take the form of raw materials: gold, diamond, uranium, coltan, copper, oil, natural gas, manganese, phosphate, precious timber, cocoa, coffee, cotton and a host of other things. These precious resources, exploited by the European colonial powers, which used old methods akin to slavery, are today exploited by European neo-colonialism which is manipulating groups holding power and corrupt African leaders, a cheap local labour force and control over domestic and international markets.

Premier Gentiloni’s business trip confirms this. His status while  travelling is as ENI’s travelling spokesman.  In Africa, the multinational 
ENI has a presence in Algeria, Libya, Tunisia, Egypt, Kenya, Liberia, Ivory Coast, Nigeria, Ghana, the Republic of Congo, Angola, Mozambique and South Africa. Tunisia, which is the first country Gentiloni is stopping off at on his voyage, is an important ENI base for two reasons: first because of its reserves in El Borma and second because it’s a transit route for the Transmed gas pipeline that brings Algerian gas into Italy. In Angola, Gentiloni attended together with President Lourenço, the signing of a lucrative agreement, transferring to ENI 48% of the rights over the huge reserve, Cabinda North. In Ghana he visited the ENI floating maxi platform for production and storage, for exploiting offshore reserves of more than 40 billion cubic metres of gas and 500 million barrels of oil.

In the Ivory Coast 
ENI purchased 30% of a large offshore area, rich in hydrocarbons through its subsidiary, ENI Côte d’Ivoire Limited based in London. It is here as well that Gentiloni participated at the fifth EU – African Union Summit – together with Mogherini (Lady PESC), the EU’s Representative for Foreign Affairs, the French President (Macron) and the German Chancellor (Merkel). The Summit is focussing on the new European investments in Africa, injected with the noble intention of “giving new hopes to young Africans”.  Yet generally speaking, such investments are targeted at the African elites, who are needed by neo-colonial interests need to achieve their targets.

Another point: in countries generating the most income from exporting raw materials, the majority of their inhabitants live in poverty.  According to UN data, two thirds of the people in Sub-Saharan Africa live in poverty and more than 40% live in extreme poverty.  Symbolic: the examples of the Ivory Coast and Ghana, both countries that Gentiloni visited. Both countries boast a wealth of energy resources and in addition are also the first two global producers of cocoa (with almost 60% of total production). This is cultivated for the most part by small farmers, that live in poverty because they are forced to sell cocoa seeds at very low prices, from which multinationals producing chocolate derive substantial profits. So, just as Renzi has also said, “we are helping Africans while they are in their own countries”. 

In the five-year period 2010-2015, the United States, Great Britain, France, China, South Africa and Italy have made the biggest investments in Africa. However, by 2016 China had sprinted to the lead, followed by the United Arab Emirates and Italy which, Gentiloni declared with pride, was the biggest European investor in Africa last year, with around 12 billion.  The United States and the European Union see their dominant role in the African economies exposed to increasing danger by China, whose companies offer African countries much more favourable conditions and build the infrastructure that they so badly need: so far, around 2,300 km of railway lines and 3,300 km of roads. While this is going on, the United States and the European Union see their interests threatened by armed movements, such as the “Niger Delta Avengers” that attack the plants of the US Shell and other oil companies including ENI, which are responsible for environmental and social disaster in the Niger’s delta.

Since they are losing ground on the economic terrain, the United States and the European powers with the most clout are throwing their military might to tip the balance in their favour. Citing the official reason of fighting terrorism, the US African Command is extending the reach  and muscle of  its military network on the continent through special forces operations, the use of armed drones, equipment and the weapons of African Special Forces. France, which over the last 50 years, has completed another 50 official military interventions plus many other secret operations on the continent, is stepping up its operations in Western, Central and Eastern Africa, where it maintains around 7,000 soldiers and different military bases especially in Mali, Senegal, Gabon and the Ivory Coast. Italy  – which has a military presence in Libya, Mali, Somalia and Djibouti – is pushing Nato to intervene in Africa. “NATO – stresses Premier Gentiloni – must look towards the South. If the biggest military alliance in history does not do so, then it risks not being on top of the challenges we face today”.  NATO is getting its ship in order to look once again to the South just as when in 2011 it engaged in a war that put an end to the Libyan state.
Il manifesto, December 3rd, 2017
Translated by Anoosha Boralessa 




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FR -- Manlio Dinucci -- Gentiloni “l’Africain” à la conquête de néo-colonies

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Gentiloni “l’Africain” à la conquête de néo-colonies



Manlio Dinucci

“Que l’avenir de l’Europe se joue aussi en Afrique est, je crois, très clair surtout pour nous Italiens, pour des raisons historiques et géographiques” : c’est ce qu’a déclaré le président du Conseil Paolo Gentiloni dans son tour africain, du 24 au 29 novembre, à travers Tunisie, Angola, Ghana et Côte d’Ivoire.


  De cette façon, sans le vouloir, il a dit la vérité : l’Italie et l’Europe considèrent aujourd’hui l’Afrique comme très importante pour les mêmes “raisons historiques et géographiques” que dans le passé, c’est-à-dire quand elle était sous leur domination coloniale. 

  L’Afrique est très riche en matières premières : or, diamants, uranium, coltan, cuivre, pétrole, gaz naturel, manganèse, phosphates, bois précieux, cacao, café, coton et beaucoup d’autres. Ces précieuses ressources, exploitées par le vieux colonialisme européen avec des méthodes de type esclavagiste, sont aujourd’hui exploitées par le néocolonialisme européen s’appuyant sur des groupes de pouvoir et gouvernants africains corrompus, une main d’oeuvre locale à bas coût et un contrôle des marchés internes et internationaux.

   C’est ce que confirme le voyage d’affaires du premier ministre Gentiloni, en habit de voyageur de commerce de l’Eni (Société nationale des Hydrocarbures), multinationale qui en Afrique opère en Algérie, Libye, Tunisie, Egypte, Kenya, Liberia, Côte d’Ivoire, Nigeria, Ghana, République du Congo, Angola, Mozambique et Afrique du Sud. La Tunisie, première étape du voyage de Gentiloni, est une importante base de l’Eni pas seulement pour le gisement de El Borma, mais aussi comme voie de transit du gazoduc Transmed qui apporte en Italie le gaz algérien. En Angola Gentiloni a assisté, avec le président Lourenço, à la signature d’un lucratif accord qui assigne à l’Eni 48% des droits sur le grand gisement Cabinda North. Au Ghana il a visité la maxi plate-forme flottante Eni de production et stockage, pour l’exploitation de gisements offshore de plus de 40 milliards de m3 de gaz et 500 millions de barils de pétrole.

   En Côte d’Ivoire -où l’Eni a acheté 30% d’une grande aire offshore riche en hydrocarbures, par l’intermédiaire de sa Eni Côte d’Ivoire Limited, qu’elle contrôle, et dont le siège est à Londres- Gentiloni a participé au cinquième sommet Union européenne-Union africaine, avec Mogherini, représentante des affaires étrangères de l’Ue, le président français Macron et la chancelière allemande Merkel. Au centre du sommet, de nouveaux investissements européens en Afrique avec le noble but de “donner de nouveaux espoirs aux jeunes Africains”. Ces investissements sont cependant, en général, finalisés dans la formation d’élites africaines servant aux intérêts néo-coloniaux.

   Même dans les pays ayant les plus grands revenus grâce à l’export de matières premières, la majorité des habitants vit dans la pauvreté. Selon des données de l’Onu, plus des deux tiers de la population de l’Afrique sub-saharienne vivent dans ces conditions et plus de 40% vit dans une pauvreté extrême. 

   L’exemple de la Côte d’Ivoire et du Ghana, visités par Gentiloni, est emblématique  : non seulement ils ont de grandes ressources énergétiques, mais ils sont les deux premiers producteurs mondiaux de cacao (avec presque 60% de la production totale). Celui-ci est cultivé pour la plus grande partie par de petits paysans, qui vivent dans la pauvreté parce qu’ils sont obligés de vendre à des prix très bas les les grains de cacao, dont les multinationales du chocolat tirent des profits élevés. Ainsi, comme l’a dit aussi Renzi, “on aide les Africains chez eux”.

   Dans les cinq années 2010-2015, les plus grands investissements en Afrique ont été effectués par Etats-Unis, Grande-Bretagne, France, Chine, Afrique du Sud et Italie. Mais en 2016 la Chine est passée en tête, suivie par les Emirats Arabes Unis et l’Italie qui, a déclaré fièrement Gentiloni, a été l’an dernier le plus grand investisseur européen en Afrique avec environ 12 milliards.

   États-Unis et Union européenne voient leur rôle dominant dans les économies africaines mis de plus en plus en danger par la Chine, dont les sociétés offrent aux pays africains des conditions beaucoup plus favorables et construisent les infrastructures dont ces pays ont besoin : jusqu’à présent environ 2300 km de voies ferrées et 3300 km de routes.  En même temps, Etats-Unis et Union européenne voient leurs intérêts menacés par des mouvements armés, comme celui des “Niger Delta Avengers” qui attaquent les sites de l’étasunienne Shell et d’autres compagnies pétrolières dont l’Eni, responsables du désastre environnemental et social dans le delta du Niger.

  Comme ils perdent du terrain sur le plan économique, les États-Unis et les plus grandes puissances européennes jettent leur épée sur le plateau de la balance. Le Commandement Africa des États-Unis, avec la motivation officielle de lutter contre le terrorisme, est en train d’étendre et de faire monter en puissance son réseau militaire sur le continent, avec des opérations des forces spéciales, l’utilisation de drones armés, l’entraînement et l’armement de forces spéciales africaines. La France, qui dans les cinquante dernières années a accompli dans le continent plus de cinquante interventions militaires officielles plus de nombreuses autres secrètes, est en train d’intensifier les opérations en Afrique occidentale, centrale et orientale, où elle maintient environ 7 mille soldats et diverses bases militaires surtout au Mali, Sénégal, Gabon et Côte d’Ivoire. L’Italie -qui a une présence militaire en Libye, Mali, Somalie et Djibouti- sollicite l’intervention de l’
OTAN en Afrique. “L’OTAN -souligne le premier ministre Gentiloni- doit regarder vers le Sud. Si la plus grande alliance militaire de l’histoire ne le fait pas, elle risque aujourd’hui de ne pas être à la hauteur des défis contemporains”. L’OTAN se prépare à regarder encore vers le Sud, comme quand en 2011 elle a démoli l’Etat libyen par la guerre.

Edition de dimanche 3 décembre 2017 de
 il manifesto
Traduction: Marie-Ange Patrizio

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IT - Manlio Dinucci -- Gentiloni «l’Africano» alla conquista di neocolonie

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Gentiloni «l’Africano» alla conquista di neocolonie 
Manlio Dinucci

«Che il futuro dell’Europa si giochi anche in Africa credo sia molto chiaro soprattutto a noi italiani, per ragioni storiche e geografiche»: lo ha dichiarato il presidente del Consiglio Paolo Gentiloni nel suo tour africano, dal 24 al 29 novembre, attraverso Tunisia, Angola, Ghana e Costa d’Avorio. In tal modo, non volendo, ha detto la verità: l’Italia e l’Europa considerano oggi l’Africa molto importante per le stesse «ragioni storiche e geografiche» del passato, ossia di quando essa era sotto il loro dominio coloniale. L’Africa è ricchissima di materie prime: oro, diamanti, uranio, coltan, rame, petrolio, gas naturale, manganese, fosfati, legname pregiato, cacao, caffè, cotone e molte altre. Queste preziose risorse, sfruttate dal vecchio colonialismo europeo con metodi di tipo schiavistico, vengono oggi sfruttate dal neocolonialismo europeo facendo leva su gruppi di potere e governanti africani corrotti, manodopera locale a basso costo e controllo dei mercati interni e internazionali.
Lo conferma il viaggio d’affari del premier Gentiloni, in veste di piazzista dell’Eni, multinazionale che in Africa opera in Algeria, Libia, Tunisia, Egitto, Kenya, Liberia, Costa d’Avorio, Nigeria, Ghana, Repubblica del Congo, Angola, Mozambico, Sudafrica. La Tunisia, prima tappa del viaggio di Gentiloni, è importante base Eni non solo per il giacimento di El Borma, ma anche quale via di transito del gasdotto Transmed che porta in Italia il gas  algerino. In Angola Gentiloni ha presenziato, insieme al presidente Lourenço, alla firma di un lucroso accordo che assegna all’Eni il 48% dei diritti sul grande giacimento Cabinda North. In Ghana ha visitato la maxi piattaforma galleggiante Eni di produzione e stoccaggio, per lo sfruttamento di giacimenti offshore di oltre  40 miliardi di metri cubi di gas e 500 milioni di barili di petrolio.
In Costa d’Avorio – dove l’Eni ha acquisito il 30% di una grande area offshore ricca di idrocarburi, tramite la sua controllata Eni Côte d’Ivoire Limited con sede a Londra – Gentiloni ha partecipato al quinto vertice Unione europea – Unione africana, insieme alla Mogherini, rappresentante esteri della Ue, al presidente francese Macron e alla cancelliera tedesca Merkel. Al centro del vertice, nuovi investimenti europei in Africa per il nobile scopo di «dare nuove speranze ai giovani africani». Tali investimenti sono però, in genere, finalizzati a formare élite africane funzionali agli interessi neocoloniali.
Anche nei paesi con i maggiori introiti dall’export di materie prime, la maggioranza degli abitanti vive in povertà. Secondo dati Onu, si trovano in tale condizione oltre i due terzi della popolazione dell’Africa subsahariana e oltre il 40% vive in povertà estrema. Emblematico l’esempio della Costa d’Avorio e del Ghana, visitati da Gentiloni: non solo hanno grandi risorse energetiche, ma sono i primi due produttori mondiali di cacao (con quasi il 60% della produzione totale). Esso viene coltivato per la maggior parte da piccoli contadini, che vivono in povertà poiché sono costretti a vendere a prezzi bassissimi i semi di cacao, da cui le multinazionali del cioccolato ricavano alti profitti. Così, come ha detto anche Renzi, «si aiutano gli africani a casa loro».
Nel quinquennio 2010-2015, i maggiori investimenti in Africa sono stati effettuati da Stati uniti, Gran Bretagna, Francia, Cina, Sudafrica e Italia. Ma nel 2016 è passata in testa la Cina, seguita da Emirati Arabi Uniti e Italia che, ha dichiarato con orgoglio Gentiloni, è stata l’anno scorso il maggiore investitore europeo in Africa con circa 12 miliardi. Stati uniti e Unione europea vedono il loro ruolo dominante nelle economie africane messo sempre più in pericolo dalla Cina, le cui società offrono ai paesi africani condizioni molto più favorevoli e costruiscono le infrastrutture di cui essi hanno bisogno: finora circa 2300 km di linee ferroviarie e 3300 km di strade. Allo stesso tempo, Stati uniti e Unione europea vedono i loro interessi minacciati da movimenti armati, come quello dei «Niger Delta Avengers» che attaccano gli impianti della statunitense Shell e di altre companie petrolifere tra cui l’Eni, responsabili del disastro ambientale e sociale nel delta del Niger.

Poiché perdono terreno sul piano economico, gli Stati uniti e le maggiori potenze europee gettano la spada sul piatto della bilancia. Il Comando Africa degli Stati uniti, con la motivazione ufficiale della lotta al terrorismo, sta estendendo e potenziando la sua rete militare sul continente, con operazioni delle forze speciali, uso di droni armati, addestramento  e armamento di forze speciali africane. La Francia, che negli ultimi cinquant’anni ha compiuto nel continente oltre cinquanta interventi militari ufficiali più molti altri segreti, sta intensificando le operazioni in Africa occidentale, centrale e orientale, dove mantiene circa 7 mila soldati e diverse basi militari soprattutto in Mali, Senegal, Gabon e Costa d’Avorio. L’Italia – che ha una presenza militare in Libia, Mali, Somalia e Gibuti – sollecita la Nato a intervenire in Africa. «La Nato - sottolinea il premier Gentiloni - deve guardare verso il Sud. Se la più grande alleanza militare della storia non lo fa, oggi rischia di non essere all'altezza delle sfide contemporanee». La Nato si sta preparando a guardare ancora verso il Sud, come quando nel 2011 ha demolito lo Stato libico con la guerra. 
Il manifesto, 3 Dicembre 2017 


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